Jonas Scherer

Misc

Mês: agosto, 2012

Lugar de Vagabundo é na Cadeia?

by jonasscherer

Fotografia: Jonas Scherer

 O sistema carcerário é daninho para a sociedade? Prender quaisquer criminosos vai diminuir os índices de violência? Essas perguntas guiaram a entrevista com o penalista e coordenador executivo do Curso de Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Miguel Tedesco Wedy. Em uma espiada panorâmica no mundo do crime e do castigo, assassinatos, sofrimentos, justiças, injustiças e hipocrisias são as grandes peças incrustadas no mosaico da violência brasileira.

Entrevista conduzida pessoalmente em 24 de agosto de 2012, na sala da Coordenação do Curso de Direito da Unisinos, em São Leopoldo – RS.

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Jonas Scherer: Para que serve o sistema carcerário brasileiro?

Miguel: Deveria servir, pela nossa legislação, não somente para punir, como retribuição, mas para ressocializar. Mas, na verdade, vemos que não. O sistema carcerário que aplica as penas privativas de liberdade não ressocializa. Aquelas lições que estão especificadas na lei, que estão previstas em abstrato na lei, elas, na prática, não se dão. As finalidades da pena ou do sistema, elas, na verdade, não ocorrem.

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Evocando os Antigos.

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Fotografia do acervo pessoal de Denílson.

Talvez o maior apreciador da obra de Howard Phillips Lovecraft no Brasil, o paulista Denílson TxT fala sobre o volume coletivo organizado por ele e intitulado “O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft” – com publicação prevista para 2012. O livro traz traduções inéditas de boa parte das produções do escritor e é destaque por ser a primeira obra editorial brasileira impressa do tipo terror/horror/fantasia  fruto de esforços conjuntos. 

Entrevista conduzida por e-mail entre 3 e 5 de agosto de 2012.

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Jonas Scherer: Tu obviamente gostas de livros e de leitura. Como isso começou?

Denílson: Quando tinha oito anos, li o conto “The Black Cat” de Edgar Allan Poe. Foi meu primeiro contato com literatura de horror. Entretanto, uns anos antes, tinha lido “Alice no País das Maravilhas”, que é um livro que lembro com saudosismo até hoje.

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