Trabalho acadêmico tem de ser escrito de forma impessoal?

by jonasscherer

Alfredo José da Veiga-Neto é professor titular aposentado e professor convidado permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  Em um mundo brasileiro repleto de manuais de metodologia científica – aparentemente escritos por papagaios – que reproduzem os mesmos comandos e justificativas pouco racionais sobre a confecção de trabalhos “científicos” e acadêmicos, é dever jornalístico propalar na web texto de fonte segura e autorizada que evidencie a não-unanimidade da impessoalidade. E, com sinceridade, é também um tributo aos acadêmicos que não são covardes. O uso da primeira pessoa do singular em trabalhos acadêmicos não é mais um impedimento. O texto abaixo, de Veiga-Neto, serve como intróito para o post/reportagem vindouro que mostra como programas de pós-graduação do País inteiro estão inovando e abandonando o mito da objetividade literária.

Headline for dummies: “PROFESSOR UNIVERSITÁRIO RENOMADO DIZ QUE DÁ PARA ESCREVER TRABALHO ACADÊMICO NA PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR (EU)”

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Eu ou Nós?

Por Alfredo Veiga-Neto

A questão sobre o uso da 1ª pessoa do singular — eu — ou do plural — nós — me parece simples. A questão que sempre aparece é: empregar a 1ª pessoa no plural (nós, nosso, nossos) ou no singular (eu, meu, minha, mim)? É sobre isso que seguem as considerações abaixo (que são gerais e não restritas aos Estudos Culturais).

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