Jonas Scherer

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Um Breve Enfoque Pragmático da Entrevista Jornalística: Definição Formal.

by jonasscherer

1. Uma definição limitada

Em grande parte dos casos, as definições de termos e de suas características tendem a pretender a posse de atemporalidade, no sentido de que sua aplicação tenha validade para todos os casos do passado, presente e futuro – uma herança de mais de dois mil e quinhentos anos nas práticas de conceituação, delimitação, definição etc.. Neste estudo, tal pretensão é descartada, visto que o trabalho desenvolvido é o de investigação sobre como pode ser definida uma entrevista em termos de sua forma, utilizando como base a observação de um conjunto de peças nomeadas como “entrevista” desde 1823 até hoje, além das considerações de uma série extensa de autores contemporâneos que, direta ou indiretamente, se ocuparam do mesmo tema. Assim, o que se faz aqui é observar, encontrar elementos comuns e agrupá-los, chegando, desta feita, a uma definição formal de entrevista de acordo com as práticas desempenhadas ao longo do tempo, enfatizando aquelas hodiernas.

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Siga Reto e Dobre na Primeira à Esquerda – II.

by jonasscherer

Fotografia: Marcelo Migliaccio

Canhoto ideológico, o jornalista Davis Sena Filho elenca os motivos de sua ojeriza por babás e festas, na segunda e última parte de sua entrevista, dando sequência a Siga Reto e Dobre na Primeira à Esquerda – I.

Entrevista conduzida por e-mail entre 12 e 19 de novembro de 2012.

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Jonas Scherer:  Quem é que faz festa?

Davis: Quem faz a festa e quer continuar com a festa são os que querem manter o status quo, ou seja, seus benefícios e privilégios. Evidentemente que as classes abastadas sempre terão privilégios em qualquer tempo. O problema é que quem faz a festa não quer distribuição de renda e de riqueza, porque luta contra a emancipação do povo brasileiro.

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Siga Reto e Dobre na Primeira à Esquerda – I.

by jonasscherer

Fotografia: Marcelo Migliaccio

O jornalista Davis Sena Filho é do tipo que podemos chamar de esquerdista. Tal posicionamento político em crise, como um lacônico Bobbio¹ chegou a afirmar, parece continuar mantendo vigor e, até mesmo, o seu tradicional vocabulário. Criador do blog com fundo vermelho Palavra Livre e crítico contumaz da Revista Veja, Davis expõe suas concepções na primeira parte desta entrevista. 

Entrevista conduzida por e-mail entre 6 e 12 de novembro de 2012.

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Jonas Scherer: Por que tu consideras a Veja uma revista bagavunda?

Davis: Não considero a Veja uma revista bagavunda. É mais do que este adjetivo. Considero, sim, a Veja uma revista perigosa, porta-voz da direita e da extrema direita, que demonstrou no passado e mostra no presente que não mede consequências para atingir seus objetivos, tanto no campo ideológico, político e partidário quanto na esfera econômica, pois dependente de publicidade oficial do Governo Federal, bem como associada há cerca de 20 anos a negócios firmados com o governo paulista e a prefeitura paulistana.

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Vulcões.

by jonasscherer

Fotografia: DougalEARTH

Chegar bem perto de vulcões que parecem ansiosos por cuspir rios de lava derretida pode não ser o sonho de uma geração, mas é uma experiência prazenteira para aqueles que admiram as forças da Terra. Dougal Alexander Jerram, um geólogo britânico, pesquisador e apresentador de programas em diversas mídias, é parte desse grupo. Ele tem sido visto ao lado de vulcões, explicando o seu funcionamento, e tem participado como especialista em programas na BBC, Discovery Channel, History Channel, National Geographic e Channel 4. Diretor do site de ciências da Terra DougalEARTH, Dougal aceitou despejar um pouco do seu conhecimento vulcânico nesta entrevista.

Entrevista elaborada e traduzida por jonasscherer. Conduzida por e-mail entre 13 e 24 de outubro de 2012.

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Jonas Scherer: Por que as pessoas te chamam de Dr. Vulcão?

Dougal: Durante a crise das cinzas vulcânicas da Islândia, que fechou todo o espaço aéreo da Europa, eu fui convidado para participar de um programa popular de TV chamado “The One Show”, na BBC, para explicar sobre o vulcão. Eles me chamaram de Dr. Vulcão e eu utilizei um modelo de vulcão e amostras geológicas para explicar por que as erupções vulcânicas estavam causando aquele problema. O nome Dr. Vulcão pegou e agora é o meu apelido.

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Habitantes de Pedra.

by jonasscherer

Fotografias: Jonas Scherer

Em São João dos Mellos, distrito rural de Júlio de Castilhos, na região Central do Rio Grande do Sul, a paisagem natural chama a atenção pela sua beleza rústica. Nesse local, entre morros e campos, há um acervo incomum, de mais de 200 pedras esculpidas e algumas figuras em madeira, além de um Buda gigante: o Jardim das Esculturas. Desde 2004, o lugar desperta interesse pela sua beleza e originalidade. O escultor Rogério Bertoldo, autor das obras, explica que projeto é esse e conta como surgiu o ponto turístico que atrai visitantes do mundo todo.

Entrevista conduzida pessoalmente em 30 de setembro de 2012, no Jardim das Esculturas, no distrito de São João dos Mellos, Júlio de Castilhos – Rio Grande do Sul.

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Jonas Scherer: O teu interesse pela escultura começou de que forma?

Rogério: O interesse começou de uma hora para a outra, quando eu estava ainda praticando artes marciais. Comecei a fazer um pequeno Buda, em pedra, eu já fazia alguns entalhezinhos, mas há pouco tempo. E aí eu decidi – depois daquele – começar o Jardim. Daí eu pedi licença para a família, um machado, algumas talhadeiras antigas e até facas de mesa; e comecei.

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Cada um no Seu Sagrado.

by jonasscherer

Fotografia: Miquéias H. Mügge

Com os protestos religiosos e atentados terroristas dos últimos dias, – todos supostamente desencadeados pela divulgação do filme “Innocence of Muslims” – liberdade de expressão, religiosidade e tolerância formaram a pauta midiática sobre o tópico. O pesquisador e historiador Martin Norberto Dreher, cujo trabalho enfatiza os temas imigração e religião, ajuda a clarificar essa agenda. Tendo-se doutorado em história da igreja, na Alemanha, Martin apresenta um contexto mais amplo para a compreensão das relações entre religião, Oriente e Ocidente.

Entrevista conduzida por e-mail entre 20 e 22 de setembro de 2012.

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Jonas Scherer: O que é uma religião?

Martin: Muitos autores definem religião a partir do verbo “religar”. Após perda de relação com o “divino”, o ser humano busca reaproximar-se e “religar” sua relação com o divino. Pessoalmente, com outros estudiosos, verifico que religião começa com uma experiência numinosa (numen=sagrado), uma experiência com o sagrado. No cristianismo essa experiência é a descoberta de que Jesus ressuscitou, no judaísmo, a experiência feita por Moisés de que um arbusto (sarça) ardia sem se consumir. A partir dessa experiência com o sagrado, há observação acurada, cuidadosa em relação ao que aconteceu, feita pela pessoa que observou o “fenômeno”, o religioso. Religioso vem do verbo latino “religere”, cujo antônimo é “negligere”, que aponta para a pessoa negligente, a pessoa que não observa com cuidado. A religião é, pois, movimento que posteriormente se institucionaliza a partir de uma ou várias experiências religiosas, da qual se tiram consequencias. Da experiência de Moisés, surgiu a religião judaica; da experiência da ressurreição de Jesus, surge o cristianismo; da experiência de Maomé a partir da revelação do anjo, surge o islão…

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O Praça do Mercado de Capitais Brasileiro – II.

by jonasscherer

Fotografia do acervo pessoal de Gregório Antonini

Depois da entrevista do agente autônomo de investimentos C.R., que preferiu ficar anônimo, temendo represálias, é hora de se ter um rosto para a profissão. Gregório Antonini, gestor da sociedade de agentes autônomos de investimento Antonini Investimentos, responde a questões similares às elaboradas ao anônimo. Intermediador do mercado financeiro desde 2009, o financista complementa o posicionamento  da primeira parte de O Praça do Mercado de Capitais Brasileiro.

Entrevista conduzida por MSN em 12 de setembro de 2012.

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Jonas Scherer: Por que tu achas que o C.R. preferiu o anonimato?

Gregório: As pessoas que preferem o anonimato estão preocupadas com as informações que divulgam e com as opiniões que emitem. Eu não estou, tenho a consciência bem tranquila. Simples assim.

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O Praça do Mercado de Capitais Brasileiro.

by jonasscherer

Ilustração: Jonas Scherer

Desde o final de abril de 2008, quando o Brasil ganhou, pela primeira vez, o grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, uma legião de jovens profissionais foi ao mercado buscando a sofisticação e o status financeiro reputado ao operador de bolsa de valores. O agente autônomo de investimentos C. R. (iniciais fictícias) discorre abertamente sobre a profissão que desperta interesse entre aqueles que apreciam investimentos e dinheiro, abordando temas delicados, como a remuneração e as condições de trabalho dessa curiosa profissão.

Entrevista conduzida pessoalmente em 12 de setembro de 2012, em escritório de investimentos em Porto Alegre – RS.

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Jonas Scherer: Por que tu não queres te identificar ao público?

C.R.: Não me identifico porque isso seria muito ruim para minha carreira. Você sabe que o agente autônomo vive muito de aparência, de confiança, é como que um relações públicas do mercado financeiro. Nem pelos meus clientes, mas pelo mercado todo, que é bem pequeno aqui no Brasil.

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Jornalista – Fofoqueiro Profissional.

by jonasscherer

Fotografia: Jonas Scherer

A manifestação favorável do Senado à exigência de bacharelado para o exercício da profissão de jornalista, ao aprovar em 2º turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33/09, em agosto, abriu rodada para os jogos de opiniões. Enquanto o debate sobre se o jornalista é mero fofoqueiro ou se é profissional versado nas técnicas e na doutrina do tratamento da informação noticiosa continua, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, José Maria Rodrigues Nunes, fala sobre a situação do jornalista hoje.

Entrevista conduzida pessoalmente em 31 de agosto de 2012, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, em Porto Alegre – RS.

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Jonas Scherer: O que é que um jornalista precisa saber para ser, de fato, jornalista?

Nunes: Eu sempre comento que o jornalista, ele tem que ter um conhecimento, acima de tudo, do que seja a profissão. E a profissão, para mim, ela começa no que diz respeito ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Isso é o início de tudo, porque, como bem diz o nosso código de ética, o exercício da profissão de jornalista é de natureza social, então, o nosso trabalho é a serviço da sociedade. Mas, infelizmente, no Brasil, hoje, boa parte dos jornalistas não conhece o nosso código de ética. Então, acho que, para ser um jornalista, primeiro tu tens que conhecer o código de ética da tua profissão.

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Lugar de Vagabundo é na Cadeia?

by jonasscherer

Fotografia: Jonas Scherer

 O sistema carcerário é daninho para a sociedade? Prender quaisquer criminosos vai diminuir os índices de violência? Essas perguntas guiaram a entrevista com o penalista e coordenador executivo do Curso de Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Miguel Tedesco Wedy. Em uma espiada panorâmica no mundo do crime e do castigo, assassinatos, sofrimentos, justiças, injustiças e hipocrisias são as grandes peças incrustadas no mosaico da violência brasileira.

Entrevista conduzida pessoalmente em 24 de agosto de 2012, na sala da Coordenação do Curso de Direito da Unisinos, em São Leopoldo – RS.

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Jonas Scherer: Para que serve o sistema carcerário brasileiro?

Miguel: Deveria servir, pela nossa legislação, não somente para punir, como retribuição, mas para ressocializar. Mas, na verdade, vemos que não. O sistema carcerário que aplica as penas privativas de liberdade não ressocializa. Aquelas lições que estão especificadas na lei, que estão previstas em abstrato na lei, elas, na prática, não se dão. As finalidades da pena ou do sistema, elas, na verdade, não ocorrem.

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